E continuamos na nossa roda viva de todos os dias, e aposto que as mães solteiras - para quem levanto sempre as minhas mãos e na condição em que me incluo ultimamente - acharam este fim-de-semana grande demais.
Quando o pai está é diferente e tem outro sabor, mas ainda assim, esforço-me sempre por sair. Eles gostam, os dias correm muito melhor e passam mais depressa se formos apanhar ar. E também nos toleramos muito melhor uns aos outros em céu aberto, depois de muitos dias os quatro e entre paredes. Mesmo que sinta a dureza que é aventurar-me em programas ou noutras lides com três...
O que tenho como certo é que tento gerir prioridades da forma mais justa para os meus miúdos. Muitos dias, mesmo com a casa do avesso, pegamos nas bikes e saímos porta fora, porque ali é o melhor para todos. Noutros dias não dá e resigno-me, e grito, e fico triste... mas no fim de tudo desdramatizo, dou a volta por cima e compenso-os com beijos e abraços e até chupas!! Afinal somos uma família feliz!
Na base da nossa pirâmide das necessidades ganha a felicidade deles e claro, a minha sanidade mental, sem a qual não consigo chegar a outros parâmetros tão importantes para o bem-estar dos cinco.
Mas depois realizo, e até não foi pior, e talvez seja deveras exigente e o ache numa tentativa de auto-alento para estes dias. Os avós até deram uma mãozinha e conseguimos um cinema sábado, os dois. E domingo falhei a catequese, mas fomos à missa, almoçamos "fora" cá dentro e o A chegou mais cedo e revezou-me.
Tem-me sabido bem o tempo que não se vê aqui, viver mais devagar e com outra liberdade, e sem algumas das "interferências" virtuais. Mas também me bate a saudade! De escrever, de registar e de parar para racionalizar a vida. E de partilhar com quem por aqui passa, e que na verdade é quem ouve as minhas preces em primeira mão e me dá a outra.
Obrigada por continuarem desse lado!

Comentários
Enviar um comentário