Grande parte dos meus dias são passados com o Sebastião. Entre as mil coisas a fazer, dou por mim a pensar quando ainda o tinha na barriga.
Recordo o dia em que nasceu, quando o deitaram ao meu lado e ele não pegou na mama "à primeira" como os irmãos. O dia em que os irmãos o conheceram. Encantamento puro! O ar de espanto quando entraram no quarto da maternidade. A ternura com que o olharam pela primeira vez e de não o largaram mais. De passarem "horas", já em casa, debruçados no berço a contemplá-lo.
Lembro-me do dia em que cada um deles nasceu. Acho que é assim com todas as Mães.
Lembro também os mais velhos ainda bebés. Pequenos seres. Maleáveis e frágeis. De como o tempo passou a correr e de como já estão tão crescidos. Das minhas angústias quando fiquei grávida pela segunda vez. De desejar muito ter três filhos e de ter sido abençoada com os três e com a família com que sempre sonhei.
Quando paro, reparo que o Vicente já é um menino. Que sente a responsabilidade de ser o irmão mais velho - e eu não gosto nada que ele a sinta dessa maneira. Que ensina ao Mia as cores e as formas das coisas, que o repreende quando (acha que) é preciso e que protege o "bebézinho querido".
O nosso menino mais velho já tem conversas com principio, meio e fim e quer sempre saber o "porquê" de todas as coisas, para depois as explicar ao irmão do meio. Esse, o nosso toupeirinha, está numa fase de beber aprendizagens e tem uma adoração pelo Vicente. Dá gosto só de olhar! Pergunta por ele assim que acorda, quando o irmão não está e quando o vamos buscar à creche. Passa o tempo atrás do cabeça amarela. Imita-o em tudo! Segue-lhe os passos. É a sombra do irmão mais velho.
O Sebastião delira com os irmãos. Ainda bebé, já participa nas corridas de carrinhos com o olhar. Vira a cabeça de um lado para o outro para os ver. Derrete-se e ri às gargalhadas. E está tão, mas tão ligado a nós, que estranha quem não conhece. Está a cada dia mais entrosado no nosso clã. E é o bebé mais simpático!
Tudo isto para dizer que das coisas que mais feliz me fazem e me deixam a babar é vê-los assim. Cúmplices! Os meus filhos são os melhores amigos e isso enche-me o coração! Os boys já não passam uns sem os outros.
E as zangas e perrices? Claro que as há! Mas passam rápido!
É bom saber que o melhor presente que podia ter dado a cada um deles foram os irmãos!



Comentários
Enviar um comentário