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Para os meus filhos

As minhas viagens até Setúbal têm-me dado tempo para pensar.
Em silêncio absoluto, e outras vezes com a rádio no volume máximo, prometo ser melhor Mãe quando regressar a casa ao final o dia.
Penso na Mãe que sou e na Mãe que quero ser.
Saio de casa muitas vezes de consciência pesada. Arrependo-me de ter feito "assim" em vez de lhes ter falado com calma. Arrependo-me de lhes ter ralhado e de não os ter ouvido. De perder a calma e ficar num estado de nervos quando a energia deles não esgota, e eu estou quase a "cair para o lado" e lhes peço para pararem.
Arrependo-me destas manhãs. A correr, curtas, onde "grito" ordens que têm de ser cumpridas ao segundo e não há tempo para brincar. De os obrigar a lavar os dentes com "a pasta que pica"...

Nestas viagens realizo que não é fácil educar estes três miúdos que mais amo. Que ando cansada e que isso me arrasta para a Mãe que não quero ser.
Como os posso querer tranquilos, que falem baixo e que me oiçam se não lhes mostro isso? Se passo a vida a correr, se grito, se mando!
Não é este o exemplo que quero dar os meus filhos. Não quero ser esta Mãe. Quero ser uma Mãe melhor. Mas uma Mãe real. Que erra mas, que depois tenta fazer diferente e melhor. Que reflete e repensa. Que acima de todas as coisas quer ver os filhos felizes - mas que a boa educação esteja lá.

Quero ser uma Mãe que não ralha, que não manda, que não impõe. Que conversa, que ouve e que é ouvida.
É querer muito nestes dias? Vou fazer por isso.

Meus queridos filhos, prometo que vou estar ainda mais atenta, que vou controlar os meus impulsos, que vou pensar (muito!) antes de agir. Que vou estar sempre com os três debaixo d´olho e vou dar sempre o meu melhor. Afinal é para isso que a Mãe cá está.

A Mãe que vos ama muito.

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Finalmente, a cozinha!

Foram 29 dias de obras, espera e pintura. Ufa!

Sábado estivemos a manhã toda à espera do pintor que não apareceu. O primeiro que nos falhou.
Mas pensado bem, soube-me bem sair duma casa caótica - do outro lado desta fotografia - e ter o meu tempo, cortar o cabelo e apanhar sol.

Acho que não aguentavamaos nem mais um dia esta vida de acampamento... ou que remédio em aguentar; de entra em casa para banhos, TPC, treinos, sai com os miúdos de pijama para jantar nos avós, de comida de plástico para desenrascar, de cozinha improvisada na quarto do Sebastião - o que para ele era um orgulho - de não ter vontade de fazer sala, porque não há cozinha... 
Não ter paz e harmonia em casa é mesmo desconcertante e quase que nos derruba viver numa casa em obras, com tudo virado do avesso e sem fim à vista. 
Mas claro que não voltava atrás nesta aventura, o incrível que é fazer a nossa casa mais funcional, atual, bonita, um sonho para mim, que vibro com decoração.
E e eles, que estão loucos com a "casa …

Me & them

Numa era digital em que se vive a perfeição do corpo, em que se se julga o próximo sem rede e educação, em que se critica para amedrontar autoestimas... 

Damn it! This is me!

Sem filtro, detox e jejuns, ou bagas, mas também saudável e de bem na minha pele. [Não é uma crítica. E não quer dizer que não coma de forma equilibrada] 
Com bons braços para abraçar os meus, e belas pernas para correr livre e andar de bicicleta com três criaturas incríveis!
As maminhas (que nunca foram pequenas) são fofas para os confortar no meu regaço.

E o coração, é ainda maior, e palpita de tanto amor por esta família que este corpo me deu.


Feeling beautiful! So happy!




Dos dias de sol

Os nossos dias chegaram!! São eles que dizem. Aquela liberdade e uma energia tão positiva. Não o escondemos. 
Sair da cama já não custa nada e as manhãs rendem de outra maneira, conseguimos que pareçam em slow motion :)
A verdade é que temos o dom de descomplicar e deixar os dias encarregarem-se do resto; muitas vezes é deixar rolar... com as rotinas a que já nos habituamos.
O mais assustador é o depois da  escolaApanhartrês miúdos em três pontos distintos da cidade, despir e vestir para o treino, outro na aula de viola, os TPC, as fichas de avaliação, um Sebastião que está nos terrible 2 e é o meu rabo de saia, pensar no jantar e já no dia seguinte... and so on...

Mas esta primavera traz-nos tardes que nunca mais acabam e (às vezes é incontornável...) se não conseguimos o treino, brincam na rua ou pedalam no pateo, nos dias em não dá mesmo fica tudo em casa na TV e aproveita-se para pôr a casa em ordem e para "fazer nada" que também sabe bem.

Nestes dias só nos apetece aprovei…