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Mudar de vida

Novembro entrou na nossa vida com sol, temperaturas de verão, dias curtos e manhãs frias. Para mim, um novo emprego e um projeto antigo que quero muito concretizar. Tenho uma vontade imensa para que tudo o que sonhei para a minha família se cumpra. 
É tão difícil "mudar de vida" e fechar a porta depois de 11 anos na mesma casa, mas entre ficar agarrada ao passado incerto, que agora me faz sentir como um número que inflacionava ou diminuía as estatísticas do abandono escolar, decidi seguir em frente.
Comecei há pouco. O corpo ainda está enferrujado e a inteirar-se do que agora é novo e não se faz o luto de um dia para o outro. 
Quem me conhece, sabe que vivo o presente intensamente e agarro com toda a força as coisas boas que a vida me dá. Este novo emprego, apesar das nuances que lhe encontro, não podia ter acontecido em melhor altura. Não foi de ânimo leve que aceitei a proposta. Havia e há muitas condicionantes, muitos "ses". Questionei tudo milhares de vezes e acho que vou continuar a questionar ainda durante algum tempo, até o corpo acatar a mudança. Mudança = a resistência, mas o A fez-me ver o  lado que sozinha não consegui ver com olhos de Mãe e agradeço-lhe por isso ❤️

O que interessa agora é que a decisão está tomada e os nossos filhos vão ser sempre A prioridade da nossa vida. Todas as decisões são tomadas a pensar neles. 
Não vou trabalhar "aqui", vou pra outra cidade mas vou conseguir ser Mãe a tempo inteiro, estar na mesma muito presente na vida deles e trabalhar ao mesmo tempo. Estou feliz por isso. 
Ser Mãe, é o meu projeto de vida. Vivo e respiro maternidade. Não imagino a minha vida doutra maneira. Não consigo, pelo menos agora, nestes primeiros anos, abdicar de estar presente em todos os momentos. Não agora. Eles crescem todos os dias e eu não quero perder pitada. Só assim sou feliz. 

November, please don't rain.

Comentários

  1. Tudo vai correr bem e tenho a erteza que já estás habituada à nova rotina.
    Eu gostava tanto mas tanto de ser mãe a tempo inteiro... também vivo e respiro maternidade, ser Mãe é que gosto de fazer e ser. E depois quando eles crescerem? depois logo se vê, agora perdemos tantas horas sem eles...às vezes tenho vontade de chorar, porque a minha Luisinha, por vezes vai para a cama às 19.30h não aguenta mais, até 19 Janeiro ainda tenho 2h a menos no horário e dedicadas a eles, mas a partir daí volto a trabalhar 8h. É uma tristeza o pouco tempo que passamos com eles, por isso aquele que temos juntos, tem de ser vivido intensamente.

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