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Back to school

De hoje a uma semana o Vicente regressa à escola.
Já nos disse que tem saudades dos amigos, de jogar à bola e de descer no escorrega. Ah... e de almoçar no restaurante da escola! 
Eu e o A atravessamos o primeiro de muitos dilemas com os quais os pais se deparam na grande viagem dos filhos pela Escola.
No ano passado, passaram pela sala do Vicente quatro ou cinco - até perdi a conta! - educadoras. Chegavam num dia e dois depois iam embora. Muitas não se despediram ou explicaram a ausência. Para os meninos da Sala Amarela e para o Vicente, foi um ano (letivo) diferente, confuso, de instabilidade, de muitos "porquês", projetos educativos inacabados e de sala mudada, de cada vez que chegava nova educadora. Mesmo assim, achámos que o melhor para o nosso filho era mantê-lo na mesma sala. No contexto de sempre. No espaço que foi o seu desde os 3 anos. Com os amigos de que tanto gosta.
Não notei retrocessos, até houve progressos mas claramente as lacunas estavam lá. 
O Vicente gostou da escola, tal qual os anos anteriores mas talvez não se tenha ligado como devia à figura da educadora, afinal a S chegou no terceiro período. Queixou-se algumas vezes que trabalhava muito e brincava pouco. Reflexos da (anterior) ausência de educador, de atividades estruturadas e metodicamente definidas por ele em grande parte do ano. (Não posso deixar de valorizar o trabalho e acompanhamento das auxiliares aos alunos)
Este ano, a história repete-se. Ainda não saiu concurso, nem se sabe bem quando vai ser lançado. Mais uma vez, no tão importante primeiro dia de aulas a sala Amarela (muito provavelmente) não vai ter professora. A figura modelo tão fundamental para fazer o acolhimento/acompanhamento aos alunos neste dia que fica para sempre nas nossas memórias da infância. 
Confesso que por muitos anos que viva nunca irei perceber os meandros do concurso de professores...
Mas voltando ao Vicente, que é ele que me preocupa. Que fazer? Deixamo-lo ficar na mesma sala, com a possibilidade de acontecer o mesmo? Transferimo-lo para outra sala com educadora? O que implica uma adaptação este ano e outra no seguinte.
É certo que as crianças nos surpreendem e têm uma capacidade de encaixe impressionante mas as nossas dúvidas mantêm-se. 
Qual das hipóteses terá menos efeitos colaterais para o nosso filho? 
Sei a cor da sala em que o Vicente será mais feliz, e também sei em qual terá mais estabilidade educativa o que teoricamente lhe permitirá ficar melhor preparado para o primeiro ano. 
Ser feliz, brincar muito ou ter a lição na ponta da língua? O que pesa mais? O que é mais importante nesta idade e na pré-escola? 
Não será a pré escola mesmo só isso? Deixá-los ser "apenas" crianças!


 

 

 

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