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Encantamento

Chegámos Domingo a casa.
Estivemos muito tempo à espera. A cesariana marcada para as 15h de dia 15 só aconteceu de madrugada. Casos urgentes. Reação alérgica ao antibiótico... Ainda mais tempo! Tempo que me deu para pensar em tudo e em nada. Neles. Em nós. Na cesariana que urgia e só aconteceu à 1h16m. Em como a nossa vida mudou nos últimos cinco anos. 
Correu tudo bem! O Sebastião é um bebé saudável! E isso é o que mais interessa. Os medos dissiparam-se quando a minha médica gritou do outro lado do pano verde: "parabéns Ana Rita!", assim que mo arrancou das entranhas e ele berrou (mesmo antes de sair de mim) com toda a sua força. Quanto mais filhos temos mais conscientes nos tornamos. Embora todos pensem o contrário.
É um bebé grande. O maior dos três. Pesou 4160g e mediu 51,5cm. 
Estamos aos poucos a ajustar-nos uns aos outros. À nova vida. Às rotinas. 
Não queremos que eles sintam a mudança abruptamente. Temos que estar atentos às necessidades deles, para que não sintam como uma ameaça a chegada do mano bebé. Isto é o que mais me preocupa neste momento. Quero ser a Mãe do antes e que eles não identifiquem qualquer falha em mim. Às vezes é difícil, quando os três reclamam atenção ao mesmo tempo. Quando pedem colo quando estou a amamentar.
Decidimos manter as rotinas de todos os dias. Para que tudo pareça igual ao que era. Vão os dois à escola, mas com algumas nuances. Um dia fomos buscá-los mais cedo. Outro ficamos com o Vicente em casa. Hoje foi o dia dos mais novos. Também nos tem valido a preciosa ajuda dos avós C. e da avó X que os têm assegurado algumas tardes para nós respirarmos.
O Vicente começou com as perguntas difíceis. "Como puseram o mano dentro da barriga da Mãe?" "Como o tiraram?" "A mamã vai ficar mais magrinha?"
O António M. quer a toda a hora pegar no bebé ao colo. Passa o tempo a fazer-lhe festas na cabeça, a dar-lhe beijinhos e a chamar-lhe "tão fofinho." Ficamos embevecidos. 
Vivemos uma fase de encantamento que espero que não passe. Nunca! 




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MENSAGENS POPULARES

Finalmente, a cozinha!

Foram 29 dias de obras, espera e pintura. Ufa!

Sábado estivemos a manhã toda à espera do pintor que não apareceu. O primeiro que nos falhou.
Mas pensado bem, soube-me bem sair duma casa caótica - do outro lado desta fotografia - e ter o meu tempo, cortar o cabelo e apanhar sol.

Acho que não aguentavamaos nem mais um dia esta vida de acampamento... ou que remédio em aguentar; de entra em casa para banhos, TPC, treinos, sai com os miúdos de pijama para jantar nos avós, de comida de plástico para desenrascar, de cozinha improvisada na quarto do Sebastião - o que para ele era um orgulho - de não ter vontade de fazer sala, porque não há cozinha... 
Não ter paz e harmonia em casa é mesmo desconcertante e quase que nos derruba viver numa casa em obras, com tudo virado do avesso e sem fim à vista. 
Mas claro que não voltava atrás nesta aventura, o incrível que é fazer a nossa casa mais funcional, atual, bonita, um sonho para mim, que vibro com decoração.
E e eles, que estão loucos com a "casa …

Me & them

Numa era digital em que se vive a perfeição do corpo, em que se se julga o próximo sem rede e educação, em que se critica para amedrontar autoestimas... 

Damn it! This is me!

Sem filtro, detox e jejuns, ou bagas, mas também saudável e de bem na minha pele. [Não é uma crítica. E não quer dizer que não coma de forma equilibrada] 
Com bons braços para abraçar os meus, e belas pernas para correr livre e andar de bicicleta com três criaturas incríveis!
As maminhas (que nunca foram pequenas) são fofas para os confortar no meu regaço.

E o coração, é ainda maior, e palpita de tanto amor por esta família que este corpo me deu.


Feeling beautiful! So happy!




Dos dias de sol

Os nossos dias chegaram!! São eles que dizem. Aquela liberdade e uma energia tão positiva. Não o escondemos. 
Sair da cama já não custa nada e as manhãs rendem de outra maneira, conseguimos que pareçam em slow motion :)
A verdade é que temos o dom de descomplicar e deixar os dias encarregarem-se do resto; muitas vezes é deixar rolar... com as rotinas a que já nos habituamos.
O mais assustador é o depois da  escolaApanhartrês miúdos em três pontos distintos da cidade, despir e vestir para o treino, outro na aula de viola, os TPC, as fichas de avaliação, um Sebastião que está nos terrible 2 e é o meu rabo de saia, pensar no jantar e já no dia seguinte... and so on...

Mas esta primavera traz-nos tardes que nunca mais acabam e (às vezes é incontornável...) se não conseguimos o treino, brincam na rua ou pedalam no pateo, nos dias em não dá mesmo fica tudo em casa na TV e aproveita-se para pôr a casa em ordem e para "fazer nada" que também sabe bem.

Nestes dias só nos apetece aprovei…