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A nossa Páscoa

Hoje somos muito menos à mesa, mas a nossa Páscoa não é muito diferente do que um dia foi. 
Os meus pais vão-nos contando histórias e muitas das tradições dos nossos avós e bisavós. Hoje, são afinal as nossas.

No domingo são muitas as conversas sobre os que não estão, sobre as saudades e outras sobre o legado que recebemos de herança e que continua presente nas nossas vidas. Aos poucos, queremos e vamos passá-lo aos nossos filhos.

Eles sabem que o cabrito da Páscoa vem do monte do avô Pinto e que é a avó Vitória que o cozinha (tão bem!) em ensopado, como só a avó Luísa fazia. Sabemos todos também que na nossa Páscoa não pode faltar o assado! Depois há o bolo das rosas, bolo real e amêndoas por toda a casa. Há "caça aos ovos", em correria desenfreada, e há sempre arroz doce, aveludado com leite de cabra.

Na Páscoa, há pedaços de herança dos meus avós por toda a parte e há memórias e muitas recordações... que marcaram a história de todos e hoje estão na nossa vida. O sabor e o tempero dos cozinhados, tão singular. As semelhanças - ou as diferenças - que encontramos (dos dois) em cada um de nós e agora nos nossos filhos...
Infelizmente tive pouco tempo para conhecer os meus avós. Via a avó Luísa sempre de coque, tinha o cabelo branco e o avô, com olhos azulão, usava chapéu. Dizem-me muitas vezes que "a postura é a da avó", e sem saber bem se é um elogio ou um defeito, fico orgulhosa.

A Páscoa leva-me até à imensa escadaria da casa dos meus avós, que subi e desci vezes sem conta com os meus primos, já sem eles lá viverem... e onde fui criança e tão feliz.... A árvore das maçanitas doces...

Sinto um certo vazio pelos meus avós não saberem que tal como eles também tenho três filhos e pelos meus filhos não os terem conhecido, nem vivido aquela casa como eu. 

Fazemos por manter vivas estas memórias e principalmente os afetos. Levo-os muitas vezes a ver o rio Sado e os barcos que eram dos bisavós. Ficam curiosos com o "Pinto Luísa" e com o "Luísa Pinto" e nós contamos-lhe a nossa história. Queremos para os três estas raízes, as recordações e muito, muito mais.



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Finalmente, a cozinha!

Foram 29 dias de obras, espera e pintura. Ufa!

Sábado estivemos a manhã toda à espera do pintor que não apareceu. O primeiro que nos falhou.
Mas pensado bem, soube-me bem sair duma casa caótica - do outro lado desta fotografia - e ter o meu tempo, cortar o cabelo e apanhar sol.

Acho que não aguentavamaos nem mais um dia esta vida de acampamento... ou que remédio em aguentar; de entra em casa para banhos, TPC, treinos, sai com os miúdos de pijama para jantar nos avós, de comida de plástico para desenrascar, de cozinha improvisada na quarto do Sebastião - o que para ele era um orgulho - de não ter vontade de fazer sala, porque não há cozinha... 
Não ter paz e harmonia em casa é mesmo desconcertante e quase que nos derruba viver numa casa em obras, com tudo virado do avesso e sem fim à vista. 
Mas claro que não voltava atrás nesta aventura, o incrível que é fazer a nossa casa mais funcional, atual, bonita, um sonho para mim, que vibro com decoração.
E e eles, que estão loucos com a "casa …

Me & them

Numa era digital em que se vive a perfeição do corpo, em que se se julga o próximo sem rede e educação, em que se critica para amedrontar autoestimas... 

Damn it! This is me!

Sem filtro, detox e jejuns, ou bagas, mas também saudável e de bem na minha pele. [Não é uma crítica. E não quer dizer que não coma de forma equilibrada] 
Com bons braços para abraçar os meus, e belas pernas para correr livre e andar de bicicleta com três criaturas incríveis!
As maminhas (que nunca foram pequenas) são fofas para os confortar no meu regaço.

E o coração, é ainda maior, e palpita de tanto amor por esta família que este corpo me deu.


Feeling beautiful! So happy!




Dos dias de sol

Os nossos dias chegaram!! São eles que dizem. Aquela liberdade e uma energia tão positiva. Não o escondemos. 
Sair da cama já não custa nada e as manhãs rendem de outra maneira, conseguimos que pareçam em slow motion :)
A verdade é que temos o dom de descomplicar e deixar os dias encarregarem-se do resto; muitas vezes é deixar rolar... com as rotinas a que já nos habituamos.
O mais assustador é o depois da  escolaApanhartrês miúdos em três pontos distintos da cidade, despir e vestir para o treino, outro na aula de viola, os TPC, as fichas de avaliação, um Sebastião que está nos terrible 2 e é o meu rabo de saia, pensar no jantar e já no dia seguinte... and so on...

Mas esta primavera traz-nos tardes que nunca mais acabam e (às vezes é incontornável...) se não conseguimos o treino, brincam na rua ou pedalam no pateo, nos dias em não dá mesmo fica tudo em casa na TV e aproveita-se para pôr a casa em ordem e para "fazer nada" que também sabe bem.

Nestes dias só nos apetece aprovei…